como acabar com o abandono escolar

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Comentários

  1. Zé da Burra o Alentejano12 de setembro de 2007 às 09:18

    Eis algumas das causa do abandono escolar:

    A verdade é que a escolaridade básica, aquela que todos os portugueses devem obter, tem demasiados anos. Para quê? A única vantagem que vejo é a de arranjar emprego para mais alguns milhares de professores (lá se vai o esforço para equilibrar as contas do orçamento) e reduzir a taxa de desemprego, porque: enquanto os jovens estão na escola não constam nas estatísticas de desemprego

    Se a escolaridade básica é de 11 ou 12 anos, isso quer dizer que para se ser varredor de ruas, carregador, calceteiro, carteiro, distribuidor de publicidade, distribuidor de bilhas de gás, pedreiro, canalizador, arrumador de automóveis no barco que atravessa o rio, enfim, todos têm que se ter esses anos todos de escola.

    Todos sabemos que as crianças não são todas iguais: o coeficiente de inteligência é muito variável e quando a escolaridade obrigatória era de 4 anos, havia crianças que muito a custo conseguiam concluir esses 4 anos com sucesso; outras nem isso eram capazes, infelizmente.

    Agora para que todas os jovens consigam concluir com sucesso 11 ou 12 anos de escolaridade básica só há uma solução: baixar drasticamente o nível de exigência no ensino sob pena de muitos não conseguirem completar a escolaridade básica, e ficarem sem acesso até aos mais modestos empregos: apenas lhes restará a marginalidade e, eventualmente, a criminalidade.

    Por outro lado, baixando-se o nível de exigência na escola retira-se crédito ao ensino português. Assim, própria entidade empregadora fica no futuro sem saber qual candidato escolher para o emprego que tem para oferecer, porque todos irão exibir o 11.º ou 12.º anos, porém, uns são mais e outros menos aptos. Lá terá que ser a Empresa a fazer o exame e a determinar a verdadeira aptidão dos candidatos. Não é isso que já hoje acontece?

    Do mesmo modo, as Universidades terão que aferir os conhecimentos dos candidatos para ver se poderão ou não ser aceites. Não é isso que também já hoje acontece?

    O número de anos de escola, embora possa ajudar, não é a única via para o sucesso, apesar de poder ajudar. Conheço pessoas com a antiga 4.ª classe que tiveram e têm (porque ainda por cá andam) muito sucesso na sua vida profissional. Alguns deles dão até emprego a outros com habilitações muito superiores às suas; Por outro lado há muitos licenciados que não encontram um emprego que os torne independentes dos pais.

    Zé da Burra o Alentejano

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  2. Zé da Burra o Alentejano25 de setembro de 2007 às 04:07

    Correcção:
    Não se escreve "coeficiente de inteligências", mas "queficiente de inteligência", também conhecido por Q.I.

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